Sexo: perguntas que você precisa fazer ao seu parceiro antes do casamento

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Por mais que um casamento seja muito mais do que sexo, relacionamentos íntimos são importantes para a manutenção de um. Na clínica, vejo muitos dos meus clientes com problemas que poderiam ter sido evitados caso uma conversa tivesse sido tida com seus parceiros antes de “fechar o contrato”. A falta de verdadeira intimidade com seu parceiro pode criar sérios problemas no futuro, inclusive o divórcio. Portanto, antes de tomar o próximo passo, veja se esses assuntos já foram discutidos:

Você possui alguma fantasia sexual? Preferências?
Apesar de nem todos os parceiros possuírem fantasias, considere também as preferências sexuais em geral neste mesmo tópico. Quando os parceiros estão no começo de um relacionamento, é comum esconder maiores intimidades, que geralmente aparecem aos poucos. No entanto, às vezes o assunto é importante e não é discutido por vergonha, o que pode levar à frustração em longo prazo. Um exemplo aqui são os fetiches: e se o seu parceiro tiver um? Isso precisa ser conversado, e um acordo que seja satisfatório para os dois precisa ser encontrado.

Você gosta de sexo? De quanto em quanto tempo você acha uma periodicidade saudável?
No começo do relacionamento muitos parceiros exageram na quantidade, seja para agradar o parceiro ou porque acha que é o certo. Algumas pessoas sequer se importam com o ato, e só fazem porque “faz parte”. Uma pessoa que quer ter relações uma vez ao ano terá problemas com uma outra que quer ter cinco vezes ao dia. Isso tudo deve ser conversado. Não existe uma periodicidade ideal, e sim uma periodicidade que agrade a ambos.

Você possui algum problema sexual que eu não sei?
Disfunções seja por depressão ou qualquer outro motivo precisam ser mencionados, assim como qualquer problema genital. Traumas sexuais também precisam ser conversados, seja em particular ou junto com um terapeuta.

Você quer ter filhos?
É uma pergunta que não tem a ver com sexo, mas tem a ver com o resultado do ato. Quais são as expectativas de cada um para o futuro? Vocês dois querem filhos? Se sim, quantos? Qual seria o método de criação? Se não, vocês sempre usarão algum contraceptivo? Se sim, qual? Seu parceiro tem algo contra camisinha? Essas perguntas precisam ser respondidas para evitar brigas ou surpresas no futuro.

Como foram os seus relacionamentos anteriores?
Não podemos dizer que pessoas que já traíram sempre trairão, mas se o seu parceiro teve cinco relacionamentos e em todos eles houve traição por parte dele, interprete isso como um mau sinal. Não somente traição, mas qualquer tipo de repetição deve ser levado em conta: abandono, falta de interesse, raiva, etc.

Por último, lembre-se que não existem casais perfeitos e 100% compatíveis, e sim pessoas dispostas a negociar e a chegar em um acordo que agrade a ambos. A ideia de que qualquer diferença pode ser eliminada apenas no convívio é muito bonita, mas é uma ilusão. Muitas diferenças podem ser eliminadas sim, porém há a necessidade de saber se existe um caminho para isso, se os dois estão dispostos a negociar e o quanto estão dispostos a ceder.

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Proibição de melhores amigos?

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Não sou psicóloga infantil (trabalho apenas com adolescentes e adultos), mas ao ler a notícia de que as escolas na Inglaterra estão basicamente banindo “melhores amigos”, minhas sirenes mentais começaram a soar e eu tive de criar este post. Essa nova ideia é  uma bela demonstração de algo que pode ser em soar benéfico para as almas inocentes, mas na realidade é exatamente o oposto disso.

Primeiramente, já foi provado cientificamente que melhores amigos são essenciais para uma infância saudável. É com o seu melhor amigo que você aprende a confiar e a dividir. Adultos que não possuem melhores amigos na infância tendem a crescer com mais ansiedade social do que crianças que tinham um amiguinho ou uma amiguinha especial.

Aprofundando um pouquinho no assunto da confiança, a sociedade dos pequenos é basicamente a mesma de nós adultos, e é nessa sociedade-miniatura que eles aprendem certos conceitos muito úteis para o futuro. Uma coisa que nós adultos sabemos muito bem é que não podemos confiar em todos os nossos “colegas”. Por isso mesmo, recorremos aos nossos amigos próximos. Quem nunca foi traído por uma fofoca de um coleguinha? Aprendemos na infância a selecionar os nossos amigos e apoiá-los, dando prioridade a estes comparado aos outros. Amizade, assim como confiança, se ganha, não se é dada na bandeja. O mundo não é bonito, e sempre haverão pessoas mal-intencionadas.

Além disso, precisamos mencionar que é justamente essa aceitação do grupo que ajuda a moldar certos comportamentos das crianças. Comportamentos inaceitáveis socialmente fazem algumas crianças “ficarem de fora”, e, ao perceberem isso, elas podem se corrigir. Isso é extremamente importante para a sociedade: existem coisas que você não pode fazer no mundo, e essas coisas vão afastar as pessoas de você. Percebam que não estou falando de bullying – o que é completamente condenável – mas sim de um afastamento natural daquele amiguinho que faz coisas desagradáveis.

Vou dar um exemplo:

Sabe aquele amiguinho que ficava cutucando o nariz ou passando a mão em lugares impróprios? Pois é, outras crianças geralmente se afastam porque não é legal nem adequado – e não é mesmo! Existem motivos para esse afastamento. Com o afastamento, essa criança vai entender que o seu comportamento é errado, e vai tentar modificá-lo. A noção de que existem expectativas sociais é extremamente importante.

Além disso, o que vai acontecer se forçarem os coleguinhas a serem “amiguinhos” desse menino do exemplo? Não somente esse mocinho não vai se corrigir, mas as crianças vão ficar ainda mais irritadas por terem de sentar com o garoto. Logo, o garoto perde não somente por uma, mas por duas formas:
-Ele não vai se corrigir, logo, continuará com o comportamento socialmente inadequado, gerando problemas na vida adulta.
-Ele vai ser ainda mais isolado dos amigos, já que o amiguinho que for forçado a sentar com ele vai ter sentimentos ainda mais negativos sobre o menino. Afinal, quem é que ganha amigos por força? Ninguém.

Existem dez mil maneiras de aumentar a interação entre crianças, e banir um laço extremamente fundamental para o desenvolvimento NÃO é uma delas.

Por último, e o ponto que eu considero mais preocupante é:

Que sociedade é essa que estamos criando? Banir melhores amigos e proibir de amigos mais próximos sentarem juntos no ônibus da escola? Que mundo fascista que estamos criando para que “todos se sintam aceitos” a todo o custo? Deixo essas perguntas para a sua reflexão.

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Perfeccionismo, expectativas e depressão – você está se sabotando?

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Como terapeuta, acho que não preciso me esclarecer aqui sobre a seriedade da depressão e em como deve ser tratada na terapia e, dependendo do caso, também com medicamentos. No entanto, acho que vale a pena falar sobre pontos importantes que nós mesmos podemos refletir sozinhos, e um (de muitos) deles é o perfeccionismo. Será que o seu perfeccionismo e as suas expectativas em geral estão te sabotando?

Quando esperamos demais de nós mesmos, às vezes um simples hobby pode virar uma frustração. Tudo na vida envolve aprendizado e experiência, seja em sua profissão ou em um passa-tempo. Se você sempre desiste de algo na primeira tentativa ou na primeira falha, lembre-se que sempre haverá um momento onde você se sentirá inseguro sobre os seus talentos, seja lá no que for. Um chef de cozinha não aprendeu a fazer tudo o que faz da noite para o dia, e até mesmo os mais experientes chefs às vezes queimam um prato. Se você desistisse de todos os seus desafios na vida, não saberia amarrar os sapatos hoje em dia – coisa que você provavelmente faz com a mesma facilidade de escovar os dentes, outro ato que você teve de aprender, e provavelmente não foi tão fácil nas primeiras vezes.

A autocrítica pode nos roubar talentos ou diversões, levando muitas pessoas a se “divertirem” com atos que não lhe trazem nenhum benefício, como abuso de álcool ou drogas ilícitas. Outras podem esquecer da vida assistindo TV. Nada contra a telinha, mas quando isso é o seu meio de fuga da realidade e dos seus desafios, ela se torna um problema. Muitas pessoas aparecem no consultório com autocríticas extremas, que as pôs em uma prisão cognitiva – “não consigo fazer nada direito”, “não sou bom em nada”, eles dizem. Quem não tenta nada não se torna bom em nada, isso é fato. O caminho de todos nós é cheio de dificuldades, e, apesar de podermos desviar de alguns obstáculos, muitos deles são necessários.

Aliás, vale lembrar que o que estou falando aqui não se resume em “não desista de nada”. Às vezes algumas coisas e pessoas devem ser deixadas de lado. Desistir quando necessário é sadio e deve ser feito. Este texto é para as pessoas que desistem de tudo que não saia perfeito da primeira vez.

Por último, vale lembrar que a maioria dos perfeccionistas também esperam um bocado dos outros, criando ressentimento quando suas altas expectativas não se realizam. Novamente, é importante se lembrar dos processos e dos esforços dos outros, e não somente dos resultados. Isso não somente afeta os relacionamentos, mas também pode trazer várias formas de somatização. Internalizar esses sentimentos pode trazer depressão, dores de cabeça e ansiedade.

Se você acha que você se encaixa no perfil, tente parar e apreciar todo o processo, ao invés de apenas focar no resultado. Ao invés de desistir ou se irritar, pense em como melhorar seu desempenho, e lembre-se que tudo na vida precisa ser aprendido. Isso também vale para as pessoas com quem você se relaciona: pense no processo e no esforço delas, e não somente na expectativa. Todos nos decepcionamos às vezes, e é importante perdoar a si mesmo e aos outros.

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Alguns fatos e mitos sobre a depressão

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Setembro foi o mês da prevenção do suicídio, e acredito que falar sobre depressão seja um tema importante. Afinal, 5,8% dos brasileiros sofrem com esse mal (dados de 2017) e grande parte dos suicídios são causados por depressão, seja essa depressão acompanhada de outros problemas (como drogas ou distúrbios alimentares) ou não.

Apesar de muito combatermos o estigma que a depressão causa, ele ainda é bem prevalente. Aliás, acredito que esses 5,8% não cheguem nem perto da porcentagem certa –  afinal, muitas pessoas fingem estarem bem ou nem sequer sabem que estão deprimidas – sim, muitas pessoas tentam ignorar a depressão, o que pode trazer consequências graves, como problemas psicossomáticos, isto é, problemas “misteriosos” no corpo. Estar deprimido é visto como uma “frescura” por muitos, e ainda há os que chamam pessoas que sofrem de depressão de malucas. Infelizmente isso ainda existe. Problemas psicológicos que são tratáveis muitas vezes são escondidos da família e de amigos por medo: medo do título de “doente” ou de “frágil”, “fresco”, ou de ter seu problema completamente invalidado: “Não é nada, para de besteira” ou “Deixe de ser preguiçoso” são frases que muitos ouvem.

Parte da culpa disso vem da mídia: muitas séries e filmes incluem a palavra depressão quando deveriam falar tristeza ou tédio. A mídia tem um peso grande em nosso senso comum, que já não era bom antes mesmo da depressão começar a ser mencionada.

Por isso mesmo, acho válido discutir uns tópicos aqui em relação à depressão. Vamos a eles:

Depressão não é tristeza:
Depressão PODE ser ativada por um evento ruim, por uma tristeza, mas a depressão não é apenas tristeza. Pessoas deprimidas muitas vezes têm dificuldade para levantar da cama, e tomar banho pode parecer uma tarefa impossível às vezes. Depressão não significa chorar o dia inteiro. Aliás, para muitos, a depressão sequer é tristeza – às vezes ela se apresenta como um intenso vazio, tirando todo o significado da vida.

Muitos possuem pensamentos irracionais quando a depressão aparece. Por mais que logicamente eles saibam que alguns pensamentos “tóxicos” e extremamente negativos não façam sentido, é difícil eliminá-los. A terapia é extremamente importante nessa parte, assim como no tratamento de atitudes e pensamentos que fazem o paciente se auto-sabotar.

Depressão não é fraqueza:
Depressão possui bases biológicas, genéticas, psicológicas e ambientais. Chamar uma doença de fraqueza ou tristeza é extremamente cruel. Se você não pode dizer para um diabético para ele “pensar positivo para o açúcar baixar”, você não pode pedir o mesmo para uma pessoa deprimida. Depressão é tratado com terapia e, dependendo do caso, medicamentos.

Antidepressivos não são pílulas da felicidade, nem causam dependência:
Até mesmo alguns pacientes acreditam que o remédio vai “curar” tudo. Outros são contra os remédios pois acreditam que causam dependência. Antidepressivos não causam dependência, porém, devem ser cautelosamente controlados por um psiquiatra. Quanto à “pílula da felicidade”, ela não existe. Além do medicamento demorar um pouco para fazer efeito – isso quando se acerta de primeira -, o medicamento apenas não é a cura para a depressão, e sim um caminho: o antidepressivo estabiliza o humor para a terapia poder fazer efeito.

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Perdendo a concentração? Pode ser o seu celular

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Você anda sentindo que a sua memória não é a mesma? Ou que sua habilidade para focar simplesmente sumiu? Talvez seja o seu aparelhinho aí do seu lado.
Por favor, como psicóloga, não estou aqui para dizer que problemas sérios como o Transtorno do Déficit de Atenção não existem. Nada disso. Muito pelo contrário! Mas, é óbvio que certos ambientes e pessoas podem nos afetar proundamente – às vezes a ponto de nos sentirmos doentes. Todos sabemos disso, certo? Objetos não são exceção – especialmente quando estes são praticamente ‘vivos’.

Os celulares, especialmente os smartphones, nos trazem milhares de benefícios: podemos checar nossos e-mails, tirar fotos, mandar mensagens, ver novidades no facebook, assistir vídeos… Enfim, considerando que grande parte da população têm um smartphone, não preciso me alongar em suas vantagens – dessas, a grande maioria já sabe. Porém, ficar “antenado” o tempo inteiro pode trazer consequências, como, por exemplo, um constante estado de vigia, esperando a próxima interação, o próximo like, o próximo e-mail. Quantas vezes você interrompeu a atividade que estava fazendo para dar uma espiada no celular? Quantas vezes você não aguentou e teve que pegar o seu celular no meio da aula, reunião, ou até mesmo enquanto conversava com um amigo?

Considerando a distração causada pelos aparelhos, pesquisadores da Universidade do Texas em Austin resolveram fazer uma experiência: Diversas pessoas foram alocadas para mesas, para fazer um teste que media a atenção e a capacidade cognitiva. Para alguns, os pesquisadores apenas pediram que os celulares fossem desligados e colocados com a tela para baixo, em cima da mesa. Para outros, o celular deveria ficar dentro da bolsa ou mochila, enquanto, para um terceiro grupo, foi pedido para que seus celulares fossem levados para outro ambiente enquanto esses faziam o teste.

Os resultados do estudo apenas comprovaram o que muitos de nós provavelmente já imaginávamos: as pessoas que estavam com seus celulares em outro ambiente tiveram notas significantemente melhores do que as pessoas com o celular na mesa. Até as pessoas que colocaram o celular na bolsa/mochila obtiveram melhores resultados no teste do que o grupo com o aparelho na mesa.

Obviamente, o nosso cérebro acaba tão acostumado em checar o aparelho que, até mesmo quando ele está desligado nós pensamos nele, especialmente se ele estiver perto. Aliás, não somente isso: gastamos nossa atenção e energia pensando em não pensar nele! Nossa capacidade cognitiva e atenção não são ilimitadas, e gastamos uma boa parte de nossos recursos mentais usando o celular. O usuário de smartphone o utiliza em média 85 vezes por dia, desde a hora que acorda até a hora de dormir – sem contar que muitos usam o celular quando acordam no meio da noite, para fazer aquele pit stop no banheiro. Conhece alguém assim? Não é tão incomum quanto se imagina. Aliás, isso não ajuda em nada a voltar a dormir, já que a tela dos celulares causa insônia.

Claro, celulares são ótimos para comunicação, trabalho e até (ou especialmente) para diversão, mas precisamos parar para pensar o quanto estamos perdendo a atenção na vida real e na nossa produtividade por causa do aparelho. Seja num teste, na hora de escrever um post (como este) ou até mesmo conversando com alguém, deixe o celular de lado – mas de lado mesmo.

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Vamos falar sobre 13 Reasons Why?

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Depois de todo o alvoroço na internet sobre a série, eu tive de assistí-la. A curiosidade foi grande demais. Parece que as pessoas se dividiram em dois grupos: os que elogiaram a série, e os que criticavam por ser um empurrão para o suicídio.

Não acredito que séries tenham que ensinar nada quando este não é o propósito destas, especialmente quando são baseadas em livros – afinal, eles não poderiam alterar nada para deixar mais “educativo” sem sair da história contada no livro. Quantos filmes de ação cheios de violência gratuita estão por aí e a gente não fala nada? Filmes em que o adultério não é criticado são mais do que comuns também. Então, por que 13 Reasons Why foi alvo de críticas? Creio que a série foi o alvo escolhido para ser criticado por tratar de um assunto que é considerado taboo: o suicídio. Apesar de não ser “educativa”, a série mostra uma história de bullying com cenas muito semelhantes às da vida real – e, assim como na vida real, nem sempre as histórias fictícias têm um final feliz. Aliás, se tivesse um final feliz, talvez não tivesse chamado tanta atenção, e talvez não estívessemos pensando tanto no assunto, concorda?

Apesar de defender a série, uma coisa é fato: não é uma série que deve ser vista por todos, assim como muitos livros por aí não devem ser lidos por crianças, por exemplo. Por que eu acho que a série não deve ser vista por todos? Eis alguns pontos:

A série idealiza o suicídio, já que Hannah Baker acaba, de certa forma, se vingando das pessoas que a maltrataram no passado. Considerando que vingança é um dos grandes fatores em muitos suicídios de adolescentes (aproximadamente um quinto deles), a série pode sim ser um empurrão para o ato. A verdade é que Hannah nunca viu o resultado de suas fitas. No entanto, Hannah está tão presente na série, que é como se ela soubesse o que está acontecendo, o que não aconteceria na vida real.

Se fosse uma série educativa, ela teria falhado: A série ensina tudo o que fazer de errado para alguém, mas não mostra como ajudar. Hannah deveria ter recebido a ajuda que precisava e deveria ter sido escutada.

Apesar de esses pontos “negativos”, a série é muito boa. Como eu disse antes, 13 Reasons Why não tem nenhum compromisso em ser educativa e não deve ser vista por pessoas fragilizadas, mas com toda certeza pode ser uma ótima forma de conversar com o seu filho sobre o assunto.

Agora, alguns pontos que a série toca muito bem é o cyberbullying e a minimização da agressão, o que acontece muito no mundo real – muitas vezes encorajamos vítimas de estupro a ‘relevarem’ a agressão, como se não fosse nada – é uma triste verdade que está enraizada na nossa cultura e que temos que mudar. Além disso, como eu disse antes, por a série não salvar Hannah, acaba-se mostrando a triste realidade de muitos jovens que sofrem bullying, e que devemos prestar mais atenção aos nossos amigos/filhos/parentes e ajudá-los caso estejam sofrendo de depressão. Assim como nos revoltamos com o final (ou o começo) da série, devemos nos revoltar com atos de bullying e abuso, e ajudar quem precisa, na vida real.

Se você possui pensamentos suicidas, saiba que existe ajuda.

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Dicas para um relacionamento duradouro:

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Um relacionamento amoroso para a vida toda é algo que muitos querem porém nem todos conseguem. Considerando que a taxa de divórcio entre casais é grande, é importante ser ativo na construção e na manutenção de um bom relacionamento, por mais que você se considere um expert. Veja essas dicas:

Demonstre seu amor:
Não é porque vocês estão com alianças que a hora de encantar seu parceiro terminou. Se dedique: seja aberto sobre seus sentimentos, expresse emoções positivas, elogie, dê garantia de amor (isto é, reenforce verbalmente) e divida as tarefas que surgem com o casamento.
A dedicação e o comprometimento de uma união devem ser demonstrados diáriamente. Case-se todos os dias. Manter a atração ao seu parceiro é uma decisão, não mágica ou apenas química. Namore e mostre seu amor todos os dias.

Dedicação e comunicação diária:
Por mais que o estresse do dia-a-dia te deixe desanimado e tudo que você queira fazer ao chegar em casa é “desligar” a cabeça e usar o computador, preste atenção em seu parceiro e se comunique com ele. Deixar de prestar atenção no seu parceiro para usar o celular ou o computador é uma queixa constante, crescente e válida. Quando você faz isso, você comunica de forma não-verbal que o seu parceiro não é importante. Deixe seus aparelhos de lado, e aproveite mais tempo com seu amor.

Brinque:
Claro, com contas a pagar às vezes fica difícil não ser sério. Ser adulto não é fácil. No entanto, para manter um relacionamento, é importante ter um tempo de diversão como casal, seja lá qual for o seu estilo – trilhas, esportes radicais, videogames, arte, dança etc.
Quando houver conflito, converse:

Quando se está em um relacionamento estável, é importante ser honesto e discutir os problemas. Geralmente, quando tentamos ignorar algo, este tende a voltar, e geralmente criando uma bola de neve, cada vez maior. Discuta os problemas antes que eles fiquem maiores. Lembrando: Discutir não é brigar. Converse com calma, e ache uma solução.

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