Truques rápidos para diminuir o estresse

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Todos sabemos nos estressar. Estudo, trabalho, relacionamentos, economia… Todos esses tópicos são possíveis grandes causadores de estresse. Quem vive se estressa uma hora ou outra, isso é fato. Mas você sabe se desestressar? Como esses momentos são intensos, é difícil ser racional e se convencer a se acalmar via um diálogo interno – o estresse vem rápido e, biologicamente falando, ele foi criado para a sua sobrevivência. Portanto, a ciência trouxe maneiras rápidas para você sair do modo “bater ou correr” e voltar ao normal:

Aprenda a identificar os sinais:
Quando você se estressa, sua amígdala prepara seu corpo para o “bater ou correr”, por mais que, no mundo atual, isso raramete seja necessário. Isso acontece porque muito antigamente, milhares de anos atrás, isso era de fato útil, já que os perigos eram mais físicos do que psicológicos. Quando você entra nesse estado de “bater ou correr”, seu coração se acelera, sua respiração fica mais superficial e seus músculos se tensionam. Todos esses sinais acontecem rapidamente e são causados por um aumento de adrenalina e cortisol no corpo. Identificar os primeiros sinais de estresse é importante, pois quanto mais cedo você começar a trabalhar contra eles, melhor.

Respire:
Respiração rítmica ativa o nervo vago, que faz parte do sistema nervoso parassimpático e liga o cérebro a várias partes do corpo como pulmões, coração, estômago e outros órgãos. O sistema parassimpático, quando ativado, acalma o estado de “bater ou correr”. Se você está se vendo em um momento de estresse, faça a seguinte respiração:
Inspire lentamente por 5 segundos
Pause por 2 segundos
Expire por 6 segundos

Olhe para a natureza:
Parece “bobeira”, mas não é: Em um estudo feito com estudantes estressados por causa de uma prova, foi pedido para que metade deles olhasse para fotos de árvores ou cenas naturais, enquanto a outra metade olhou para imagens de áreas urbanas. Os estudantes que olharam para cenas naturais se acalmaram mais do que a outra metade. Logo, pare um pouco e aprecie a natureza, mesmo que seja por meio de imagens.

Descreva três coisas:
Quando você perceber que seu estresse está fora de controle, olhe ao seu redor e descreva três coisas que você esta vendo. Descrever objetos faz seu cérebro voltar ao presente e parar de ruminar.

Ajeite sua postura:
Ficar na postura correta é bom para o seu físico, aumenta sua confiança e diminui os níveis de hormônios que causam estresse. Em um estudo publicado pela Health Psychology descobriu-se, por meio de testes, que pessoas engajadas em tarefas estressantes sentadas com uma má postura possuíam níveis bem maiores de estresse e pensamentos negativos do que as sentadas corretamente. Por isso, ajeite a postura!

Abra e feche a mão direita algumas vezes:
Fechar seu punho direito fortemente ativa o lado esquerdo do seu cérebro, que é mais lógico e verbal do que o direito, que é mais emocional. Se você se vê com muita ansiedade ou medo, que são atividades do lado direito do seu cérebro, ativar seu lado racional pode lhe ajudar.

Para marcação de consultas:
psicologapaulamonteiro@gmail.com
(21) 99742-7750

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Dê um descanso para o seu cérebro

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Uma reclamação constante na clínica (e na vida) é que as pessoas estão com as vidas muito atrapalhadas, que estão ocupadas demais; mas é curioso como “estar ocupado” traz um status na sociedade. Você se torna importante. É como reclamar porque você é milionário… Você sabe, aquela reclamação meia-reclamação-meio-orgulho. Até quando não estamos trabalhando, estamos muito ocupados mandando mensagens, vendo o facebook, indo na academia, no curso, entre outras dez mil coisas que temos que fazer todos os dias. Nossos smartphones trazem sempre alguma coisa para lermos, respondermos ou assistirmos. Com tantas coisas para fazer, momentos de introspecção e reflexão se tornaram raros. Estamos mais conectados ao trabalho e aos outros, mas estamos nos desconectando de nós mesmos.

Por falar em trabalho, a maioria das empresas espera que seu trabalhador seja workaholic. Pessoas que se dedicam além do saudável são recompensadas. Se você quer subir na maioria das empresas, é bom estar preparado para investir sua saúde (mental e física) e sono. Podemos ver muitas pessoas respondendo e-mails de trabalho muito após o expediente: o trabalho só acaba no escritório, continuando em casa, até altas horas da noite.

O problema é que trabalhar demais não significa fazer um trabalho de qualidade – muito pelo contrário: nosso cérebro, assim como o nosso corpo, não foi feito para trabalhar constantemente, mas sim em intervalos. Não fazer nada não é exatamente não fazer nada – enquanto nosso cérebro está “descansando”, ele processa nossas experiências, reforça o aprendizado, consolida memórias e regula nossa atenção e nossas emoções – isto é, essa pausa é necessária para continuarmos eficientes. O descanso também é importantíssimo para a criatividade – precisamos de um tempo de incubação para os nossos pensamentos. Descansar a cabeça é a melhor forma de lidar com um problema complexo; e provavelmente você mesmo já passou por isso: você está pensando sem parar em um problema, e finalmente, quando resolve descansar, que a ideia vem. Mentes descansadas são mentes com idéias. Para se ter uma noção: Em um estudo feito em Berlin pelo K. Anders Ericson (professor de psicologia da Florida State University) foi descoberto que os melhores músicos praticavam muito menos do que o esperado: apenas 90 minutos por dia – e também tiravam mais cochilos durante o dia e davam mais pausas quando cansados ou estressados.

Portanto, lembre-se de dar tempo ao seu cérebro. Ele precisa de descanso para trabalhar bem e alavancar seus projetos. Trabalhar demais não significa trabalhar de uma forma inteligente.

Paula Monteiro
Psicóloga Clínica
psicologapaulamonteiro @ gmail.com
(21) 99742-7750

Compulsão à Repetição

Por que algumas pessoas escolhem parceiros iguais aos parceiros que tiveram no passado, se estes eram abusivos, alcoólatras, narcisistas, etc? Não faria mais sentido procurar um relacionamento mais saudável, procurando parceiros talvez até com traços extremamente opostos?

Esse fenômeno psicológico de repetição tem o nome de “compulsão à repetição”. A pessoa repete o evento traumático ou suas circunstâncias, onde o evento poderia ocorrer novamente.

A origem do trauma não necessariamente é um relacionamento amoroso; pode vir de outras fontes, como, por exemplo, pais abusivos. A questão é: Independente da fonte, por que repetir uma situação ruim?

Primeiramente, a maioria das pessoas que comete essa repetição não percebe que há uma repetição, e se percebem, na maioria das vezes não identificam a origem. Inconscientemente, a pessoa repete a situação tentando mudar o resultado, seja se vestindo diferente, agindo de outra maneira, etc. Vou dar um exemplo: Uma moça que o pai era sempre ausente na infância, entra repetidamente em relacionamentos com homens ausentes, tentando agradá-los cada vez mais para obter a atenção que tanto deseja.

Além disso, nós humanos somo seres de hábitos; isto é, procuramos o que conhecemos. Logo, uma pessoa pode estar tão acostumada a um certo tipo de situação ruim que tudo naquele ambiente é previsível, enquanto um relacionamento diferente, completamente novo, pode parecer assustador (por mais que seja mais saudável), porque essa pessoa não viveu nada parecido. Todos sabemos o quão assustador o desconhecido pode ser.

A relação terapêutica explora as raízes dos traumas e as consequências na vida atual do paciente, tentando eliminar esse padrão repetitivo. Com os traumas localizados, o paciente começa a ter capacidade de distinguir entre estressores atuais e traumas do passado, reduzindo o impacto do desses na vida atual.

Apesar de ser um trabalho arduoso, a terapia ajuda e o bem-estar é possível.

Paula Monteiro
Psicóloga Clínica
psicologapaulamonteiro @ gmail.com
(21) 99742-7750