Dicas para um relacionamento duradouro:

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Um relacionamento amoroso para a vida toda é algo que muitos querem porém nem todos conseguem. Considerando que a taxa de divórcio entre casais é grande, é importante ser ativo na construção e na manutenção de um bom relacionamento, por mais que você se considere um expert. Veja essas dicas:

Demonstre seu amor:
Não é porque vocês estão com alianças que a hora de encantar seu parceiro terminou. Se dedique: seja aberto sobre seus sentimentos, expresse emoções positivas, elogie, dê garantia de amor (isto é, reenforce verbalmente) e divida as tarefas que surgem com o casamento.
A dedicação e o comprometimento de uma união devem ser demonstrados diáriamente. Case-se todos os dias. Manter a atração ao seu parceiro é uma decisão, não mágica ou apenas química. Namore e mostre seu amor todos os dias.

Dedicação e comunicação diária:
Por mais que o estresse do dia-a-dia te deixe desanimado e tudo que você queira fazer ao chegar em casa é “desligar” a cabeça e usar o computador, preste atenção em seu parceiro e se comunique com ele. Deixar de prestar atenção no seu parceiro para usar o celular ou o computador é uma queixa constante, crescente e válida. Quando você faz isso, você comunica de forma não-verbal que o seu parceiro não é importante. Deixe seus aparelhos de lado, e aproveite mais tempo com seu amor.

Brinque:
Claro, com contas a pagar às vezes fica difícil não ser sério. Ser adulto não é fácil. No entanto, para manter um relacionamento, é importante ter um tempo de diversão como casal, seja lá qual for o seu estilo – trilhas, esportes radicais, videogames, arte, dança etc.
Quando houver conflito, converse:

Quando se está em um relacionamento estável, é importante ser honesto e discutir os problemas. Geralmente, quando tentamos ignorar algo, este tende a voltar, e geralmente criando uma bola de neve, cada vez maior. Discuta os problemas antes que eles fiquem maiores. Lembrando: Discutir não é brigar. Converse com calma, e ache uma solução.

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Devo mencionar divórcio?

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Infelizmente, divórcios acontecem. Casais que construíram um lar, possivelmente criaram filhos, negócios e bens, que nunca pensaram que iriam romper, muitas vezes rompem. É triste, e o mais triste de tudo é que muitas vezes esse divórcio poderia ser evitado.

Não estou querendo fazer com que ninguém anuncie a possibilidade de um divórcio no primeiro momento que isso passar pela mente, numa briga, como muitos fazem – até porque isso não é assunto para ser trazido à tona de cabeça quente. É um assunto que deve ser discutido com calma. Muitas pessoas mencionam divórcio em todas as brigas que têm com o parceiro, e, claro, como aquela história do ‘garoto que gritava lobo’, o assunto perde a seriedade, e a ‘ameaça’ de um divórcio vira uma fala ensaiada sem valor algum.

No entanto, no consultório, vejo muitos pacientes que vêm para a terapia quando o dano já está feito, quando já é tarde demais para qualquer tentativa de conserto. A falta de comunicação apropriada é um problema grave em uma grande parcela dos relacionamentos. Comunicar que está considerando o divórcio antes de dar o “ponto final” é essencial. Aqui estão alguns motivos:

-É importante comunicar ao marido/esposa fatos importantes sobre a relação. O parceiro tem direito de saber do desejo, para pensar na situação. A decisão final de divórcio não aparece do nada, e até o momento em que se anuncia o tal, a idéia já se passou mil vezes na cabeça de um dos parceiros, enquanto muitas vezes o outro não sabe de nada. É injusto atacá-lo com um golpe final sem ele ter a mínima idéia do que está acontecendo.

-Quando o parceiro é comunicado sobre a gravidade da situação, ele tem maiores chances e motivação para mudar, e demonstrar o quão disposto (ou não) está para fazer algo para salvar o relacionamento.

-Falar sobre o divórcio, conversar com o seu parceiro, não somente irá fazê-lo pensar sobre isso, mas também fará você pensar mais claramente sobre o assunto.

Caso não consiga se expressar com facilidade em relação ao assunto, a terapia de casal é um bom lugar para a conversa fluir, com a ajuda do terapeuta. Não deixe a terapia para o último momento, quando o divórcio já for final.

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Está no momento de terminar o relacionamento com o seu parceiro?

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(fonte: pixabay.com)

Relacionamentos nunca são perfeitos – aliás, muitas vezes, eles não chegam nem perto disso, sendo verdadeiras tempestades (ou “montanhas-russas”), onde em um momento está tudo ótimo, e em outro você pensa que tudo deve terminar naquele momento.

Calma.

A primeira coisa que você tem que ter em mente é que decisões feitas com a cabeça quente geralmente não são as melhores. Se dê um tempo para refletir sobre tudo, e deixo para você as seguintes perguntas:

O que VOCÊ pode fazer para melhorar o relacionamento? Você já está fazendo tudo o que pode? Você quer, de fato, fazer tudo o que pode?

Você está feliz consigo mesma(o)? O problema é você ou é o seu parceiro? Você está esperando que o seu parceiro preencha um vazio que ninguém, apenas você, pode preencher? Às vezes culpamos nossos parceiros pela nossa infelicidade, quando o problema está em nossa autoestima, por exemplo. Pare para examinar de onde vem a causa do problema, e se você está tentando usar seu parceiro como “remédio para tudo”. Colocar uma responsabilidade tão grande nos ombros de uma pessoa é, além de injusto, impossível de dar certo.

O seu parceiro adiciona coisas (boas, claro) na sua vida, ou subtrai? Claro, algumas (muitas) vezes pode haver uma subtração – mas essa subtração é pequena, comparada às coisas boas que seu parceiro te traz? Faça uma lista. Ponha todos os pontos positivos e os negativos e veja se o relacionamento está valendo a pena.

Imagine a seguinte situação: Imagine um filho seu, ou talvez uma melhor amiga, com um parceiro como o seu. Você gostaria que eles estivessem nessa situação? Se não, por que você deveria estar em uma relação como a sua?

Você ficaria mais feliz sozinha(o)? Pare e reflita como seria sua vida caso não estivesse com o seu parceiro. Sua vida seria melhor? Do quê você sentiria falta? Se você já está se imaginando por aí solteira(o), talvez seja o momento de terminar a relação.

Novamente, tome todo o tempo necessário para refletir. Antes demorar para chegar à uma conclusão do que ir na pressa e se arrepender. O importante é estar pronto, seja para qual caminho for.

Paula Monteiro
Psicóloga Clínica

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Contos de fadas na vida real quase sempre dão errado

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(fonte:Wikipedia)

Nós, mulheres, crescemos com a ideia de sermos princesas. A Disney tem várias princesas, e para todos os gostos. Pais chamam filhas de “princesinhas”, e vemos vestidos bufantes rosa com coroas à venda em todas as lojas de roupas, brinquedos e acessórios para crianças. Uma menina bonita é sempre uma “princesa”. A maioria das princesas das histórias infantis (as mais tradicionais, pelo menos – um grande salve às histórias em que isso é diferente) tem um príncipe que a salva de todos os problemas e eles então vivem juntos, felizes para sempre. E esse é o final da história: O príncipe encontra e luta pela princesa, que estava esperando passivamente por ele, e eles se casam. A princesa, nas entrelinhas, tem o seu sonho realizado: um príncipe – ela não precisa de mais nada.

Esse bombardeio de princesas cria em muitas mulheres a ideia de que ter um marido é o objetivo final da vida. Nada mais importa. O foco é arranjar um marido, e ele é tudo o que você precisa para ser feliz, porque ele vai resolver absolutamente todos os seus problemas. Não preciso dizer aqui o quão isso está errado e o quanto esse pensamento é maléfico (para ambas as partes, aliás). Então, vamos direto aos principais motivos de isso ser tão ruim para você, seu (futuro ou atual) parceiro e o seu relacionamento:

Papéis rígidos em um relacionamento são desgastantes e levam à decepção: Tanto para homens quanto para mulheres. Ser uma princesa encantadora o tempo todo é difícil, e ser o príncipe corajoso que tem que fazer absolutamente tudo também é. Quando você põe tudo nas costas de seu parceiro, ele fica exausto, e quando você espera demais, está pedindo para se deprimir e se decepcionar com o seu parceiro.

Ser a princesa pára o seu crescimento: Meninas que focam apenas em serem delicadas e femininas, tendo como objetivo final serem adoradas acabam perdendo poder no mundo. Mulheres que focam apenas em objetivos românticos tendem a ser menos interessadas em carreiras na área da matemática e ciências. Mulheres que não colocam seus valores em nenhuma outra área senão no relacionamento têm menor autoestima e se deprimem mais facilmente do que mulheres que têm diversos interesses.

Mulheres que procuram príncipes podem achar príncipes não-tão-encantados: Se o seu parceiro quer completa feminilidade e delicadeza, ele não quer assertividade (isto é, mulheres independentes que podem tomar suas próprias decisões). Ser “princesa” pode lhe custar caro, como não ter suas opiniões e decisões respeitadas.

Estar em um pedestal e ser vista como uma delicada flor pode fazer você sofrer “machismo benevolente” pelo seu parceiro. Ter um príncipe encantado que te protege de tudo tem o seu ponto negativo: Ele é quem toma as decisões (tudo tem o seu lado negativo – lembre-se: se algo parece bom demais para ser verdade, é porque provavelmente é). Não estou dizendo que necessariamente terá uma pessoa ao seu lado assim, mas você abre mais oportunidades para parceiros dominadores desse tipo.

Resumindo: Um relacionamento de conto de fadas é exaustivo para ambas as partes. Demanda demais do homem e a mulher perde seu valor (e ainda mais com o tempo). Tenha um relacionamento saudável, com expectativas realistas e equilíbrio nas decisões do casal. Além disso, não seja uma princesa. Seja uma guerreira. Vá, e conquiste o seu mundo.

Paula Monteiro
Psicóloga Clínica
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Tentado a trair? Pare e pense antes

Não estou aqui para julgar ninguém. Todos sabemos que traição não é a melhor decisão do mundo. O texto que escrevi anteriormente me fez querer focar esse texto em algo que vejo repetidamente na clínica: A traição, e como você pode estar enganando não apenas o seu parceiro, mas você também.

No texto anterior tratei de paixão dentro do relacionamento oficial, e como ele declina com o tempo, o que é natural, e citei as causas. Também mencionei que é justamente quando essa paixão sofre uma queda que a traição pode vir a ocorrer. No entanto, os parceiros que traem nem sempre estão muito cientes do que está ocorrendo com eles mesmos, e como a paixão pode enganar uma pessoa.

Vamos por partes:

A maioria das pessoas que traem não amam as pessoas com quem elas tem um caso. Falei sobre o mistério de uma pessoa nova no post anterior, e também de como toda essa situação de “amor” proibido causa uma liberação de neurotransmissores (dopamina). E também falei sobre a idealização de um ser que a gente não tem ou conhece por completo. Pois é, tudo cabe aqui. O que vejo muito é que as pessoas estão apaixonadas não pela pessoa com quem elas estão tendo um caso, mas sim com uma figura idealizada dessa. Toda pessoa nova traz sentimentos fortes que fazem com que pensemos que ela que é o amor da nossa vida. Com o tempo, alguns pulam para um outro caso, porque viram que não é aquilo que estão procurando, somente para cair em outro jogo com o desconhecido, que libera novas sensações fortes, e por aí vai.

Além da idealização, há uma questão de alimentar o “ego”, já que a outra pessoa também te idealiza, então toda essa atenção faz a gente se sentir especial. A maioria das pessoas que entram em uma relação extraconjugal se sentem especiais (afinal, para que um caso com alguém para se sentir menos especial?), e sentem que estão recebendo mais atenção.

O que eu quero dizer com tudo isso é que a maioria das pessoas que acabam tendo um relacionamento extraconjugal não estão amando a nova pessoa, mas sim o que está ocorrendo com elas mesmas. Muitas vezes é uma questão interna, de validação e autoestima. Portanto, antes de ceder às tentações, ou até mesmo caso já esteja em uma relação fora do casamento, considere em consertar o relacionamento por terapia individual ou de casal.

Paula Monteiro
Psicóloga Clínica
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Amor, paixão e romance

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Já escrevi aqui sobre como nós mudamos conforme o relacionamento caminha, e como começamos a desvalorizar as pequenas coisas. No entanto, gostaria de aprofundar esse tópico, agora fazendo uma comparação entre amor, paixão e o romance.

Quando nos apaixonamos por alguém, muitas vezes dizemos que foi “amor à primeira vista”. Eu diria que foi paixão à primeira vista, e que, com sorte, virou ou poderá virar um amor.

Aquele êxtase que sentimos quando nos apaixonamos, por mais que sonhemos que com a pessoa certa será eterno, não será. Não estou falando dos sentimentos amorosos, mas sim daquela paixão forte, que derruba a gente como uma onda gigante. Essa onda, inevitavelmente irá diminuir. Pode não quebrar e sumir, mas com toda certeza diminuirá.

Aí você me pergunta: Mas por quê? Por que o romance sempre diminui com o tempo? O romance CONSUMIDO sempre diminui com o tempo porque o “barato”, aquela sensação forte que sentimos é dada pela incerteza da continuidade desse romance e pelo fato de o seu “objeto de adoração” ser ainda não completamente conhecido. Curiosamente, a única forma de manter um romance tão forte eternamente é em um amor não-correspondido, seja a pessoa próxima ou até mesmo um ídolo/celebridade.

“If only the strength of the love that people feel when it’s reciprocated could be as intense and obsessive as the love that we feel when it’s not, then marriages would be truly made in heaven” – Ben Elton

(Tradução não-literal: Se a força de um amor que as pessoas sentem quando é correspondido fosse tão intenso e obsessivo quanto um amor que sentimos quando não é, casamentos seriam perfeitos)

Infelizmente, conforme conhecemos nosso parceiro, isto é, o romance vai sendo consumado, nosso êxtase diminui. Deixamos de ver nosso parceiro como uma pessoa perfeita, idealizada, e passamos a vê-lo como uma… pessoa. Quando a “caça” cessa, e o relacionamento se torna estável, tudo muda, incluindo os hormônios. A “onda” da dopamina cede e abre espaço pra ocitocina, agora sim, o hormônio do amor. Os laços se tornam reais e não idealizados. A paixão ardente se torna um lugar seguro e confortável (quando o relacionamento é saudável, claro)… Mas infelizmente nem todos nós conseguimos ver essa mudança como algo positivo, e por motivos óbvios: além dos sentimentos de êxtase de um “amor” novo serem muito bons, a mídia retrata desde sempre paixão como amor.

Vamos voltar um pouco no tempo: No romantismo, como era retratado o “amor”? A mulher era um objeto idealizado, distante. Pense em Romeu e Julieta; o amor deles era amor adolescente, com muitas barreiras, e nunca puderam realmente viver uma vida em casal. Com toda certeza, a história seria diferente se eles tivessem se casado e a história seguisse por mais dez anos.

E nos filmes de hoje? E nas séries? O que podemos ver de “amor”? Geralmente é o encontro de duas pessoas, elas se conhecem e geralmente os filmes terminam em o quê? Em casamento, que seria a conclusão desse período de êxtase, de mistérios, surpresas, de inseguridade e de idealização. Há uma clara desvalorização e confusão sobre o tema amor. As pessoas acreditam que o êxtase durará para sempre, e que esse êxtase (ou as famosas borboletas no estômago) é o maior sinal de amor.

Então, o que acontece na vida real por causa desses exemplos tão não realistas de amor? Quando a paixão cessa e o amor de verdade, que a vida real em dois, se instala e se estabiliza, muitas pessoas acreditam que o relacionamento está morrendo, ou que até o parceiro perdeu o interesse. É nesse momento que o perigo de uma traição mais aparece, justamente porque uma pessoa nova sempre trará mais êxtase (novamente, temporário) que um parceiro atual, por ser uma pessoa não completamente conhecida, um ambiente em que o amor é proibido (adultério).

Em textos futuros falarei sobre como trazer o fator surpresa de volta ao relacionamento. Mas isso não é a cura para a idealização do amor, é apenas uma ajuda dar uma sacudida na “rotina”. A cura é ver que por mais que o romance e a paixão sejam maravilhosos, eles são efêmeros, e que se você estiver com a pessoa certa, o amor verdadeiro é muito bom também, e duradouro.

Paula Monteiro
Psicóloga clínica
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Alguns mitos sobre relacionamentos

Casais felizes não discutem:
TODOS os casais discutem em algum momento. A diferença é na quantidade e na qualidade. O que eu quero dizer por qualidade da discussão é o quanto eles estão tentando consertar. Uma discussão construtiva faz com que o casal cresça junto e siga algo em que ambos concordam. Uma discussão tóxica não resulta em nada, e os parceiros, ao invés de tentarem consertar, tentam atingir um ao outro ou chegam a uma decisão que é injusta a uma das partes. Casais em bons relacionamentos tendem a discutir menos com o tempo, porque já entraram em acordo sobre vários assuntos.

Você tem que amar tudo o que seu parceiro faz:
Me desculpe, mas seu parceiro não é perfeito, e nem você. Haverão sempre algumas coisas pequenas (e lidáveis) que teremos que aprender a ignorar.

Não reclame do que você não gosta no começo do relacionamento:
O começo do relacionamento vai moldando como vai ser a dinâmica do casal. Vamos dizer que você não gosta que seu parceiro apareça no seu trabalho sem te avisar antes. Se você não reclamar nas primeiras vezes, ele vai achar que esse comportamento é aceitável e irá continuar fazendo, gerando mais frustração para você. Fale o que não gosta, de um jeito educado. É crítica construtiva.

Casais que são para dar certo simplesmente irão dar certo. Bons relacionamentos não dão trabalho.
Qualquer relacionamento requer pelo menos um pouco de esforço de ambos os lados. Deixar que ‘o destino’ cuide é uma furada. Entrar em um relacionamento é combinar todos os desejos e sonhos de ambas as partes, e obviamente, isso é bem complicado. Nada é perfeito, e nada vem sem esforço. Mas, claro, se o relacionamento estiver dando mais trabalho do que alegria, é necessário ver se o relacionamento vale a pena.

Casais felizes fazem muito sexo ou fazem pelo menos (insira número aqui) vezes
A frequência que um casal faz sexo depende da libido do casal, das circunstâncias e da oportunidade. Comparar a sua vida sexual com seus amigos não é uma boa forma de medir a sua satisfação sexual ou do seu parceiro. Caso esteja incomodado, converse com seu parceiro, não com pessoas fora da relação. Além disso, obviamente, a quantidade de vezes tende a diminuir com o tempo, já que o fator da novidade já desapareceu. No entanto, o que importa aqui não é a quantidade, e sim a QUALIDADE.

Um bebê vai solucionar todas as brigas do casal
Só se for porque eles estão cansados demais para brigar. Um bebê é uma grande responsabilidade, toma muito tempo (e dinheiro do casal). Satisfação dentro de um relacionamento quase sempre cai depois do nascimento do primeiro filho. Claro, ter um filho é muito bom (para os casais que desejam), mas se o casal está com problemas sem filhos, melhor resolvê-los antes de abrir a fábrica.

Casais felizes fazem tudo juntos
Você não é uma extensão do seu parceiro. Vocês são duas pessoas distintas, e justamente por terem alguns interesses diferentes que podem trocar experiências e assim se tornam interessantes. Atividades tanto juntos quanto separados são importantíssimas.

Paula Monteiro
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