Insônia? Ponha seus pensamentos no papel

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Já recomendei a muitos dos meus pacientes a prática de escrever um diário para acessar situações e pensamentos que em pouco tempo desaparecem da nossa memória (consciente) mas que podem nos afetar a longo termo. Também falei sobre a importância de escrever para aliviar o estresse, seja o que está em sua mente no momento ou relembrando e anotando bons momentos do dia. No entanto, não falei sobre a relação entre a escrita e o sono, e é sobre isso que iremos falar hoje.

Em um estudo feito pela Baylor University e pela Emory University descobriu-se que escrever logo antes de ir para a cama pode fazer o sono bater significantemente mais rápido. No entanto, dessa vez não estamos falando sobre escrever em um diário, e sim em uma agenda.

Na verdade, faz muito sentido, não? Geralmente os pensamentos que nos deixam em alerta na hora de ir para a cama não são sobre o que fizemos no dia, e sim sobre o que deixamos de fazer ou sobre o que temos que fazer no dia seguinte. Escrever uma lista do que você precisa fazer no futuro diminui a agitação cognitiva, acalmando aquela voz interna que fica dizendo “preciso fazer isso” e “preciso fazer aquilo”. Parte do motivo desses pensamentos nos perturbarem à noite é que podemos esquecê-los a qualquer momento. Se colocarmos a nossa lista mental no papel as chances de esquecermos o que temos que fazer diminuem, dando um descanso para a sua cabeça e deixando assim o sono chegar.

Obviamente isso também funciona durante o dia, seja com pessoas que possuem muitas tarefas, pessoas ansiosas ou com pessoas que possuem déficit de atenção. A agitação diminui, a cabeça esfria e podemos nos concentrar melhor nas tarefas que estamos fazendo no momento.

Resumindo, seja de dia ou de noite, escrever as tarefas que precisamos fazer no futuro é sempre uma boa ideia. Muita gente compra agenda mas não usa, deixando de decoração no escritório. Que tal começar a fazer bom uso do caderninho?

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Está estressado? Pegue papel e caneta.

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Com o dia a dia cada vez mais corrido e uma demanda cada vez maior no trabalho, as chances de sofrermos estresse cresce. Escrever, seja sobre um evento estressante, ou seus sonhos para o futuro, pode ajudar a combater esse mal cada vez mais comum.

Aqui estão duas técnicas para aliviar o estresse, com a ajuda de papel e caneta:

Escreva sobre o que ocorreu de bom no seu dia: O nosso cérebro está programado para se lembrar das ocorrências negativas, pois são elas que temos que corrigir e/ou evitar, e com isso, acabamos esquecendo e dando menos importância para pontos positivos. Uma vez por dia, escreva três coisas boas que aconteceram com você, e explique o motivo delas serem importantes. Isso fará com que os pontos negativos fiquem mais equilibrados com os positivos, e você começará a ver o que ocorreu de bom com mais facilidade. Estudos mostraram que pessoas que começaram essa prática tiveram um aumento de satisfação geral e diminuição de sintomas de depressão.

Descarregue os pensamentos no papel: Se seus pensamentos se acumulam, virando uma bola de neve, te deixando ansioso (principalmente na hora de dormir), anote todos os seus pensamentos e planos. Escrever todos os pensamentos no papel diminui o peso do que te incomoda, pelo menos temporariamente, até você voltar nessas questões e poder resolvê-las.

Escrever atua como uma válvula de escape e ajuda a regular o humor. Tente essas técnicas e você obterá resultados satisfatórios.

Paula Monteiro
Psicóloga clínica
psicólogapaulamonteiro @ gmail.com
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Ansiedade, amiga ou inimiga?

A ansiedade, biologicamente falando, antecede situações de perigo (reais ou imaginárias). O termo ansiedade vem do latim ansheim, que tem por significado “sufocar, estrangular”, isto é, quando nos sentimos ameaçados, nos sentimos também sufocados.

Como não temos controle total sobre nossas vidas, há sempre uma ameaça. Não sabemos o que pode vir a acontecer, há sempre um risco. Porém, ao contrário dos nossos longínquos antepassados, que só se preocupavam em ter abrigo, comida e se livrar de predadores, nosso mundo atual traz uma lista bem longa de perigos. Alguns exemplos são: perda de status, de emprego, amizades, poder econômico…

A ansiedade aparece por motivos diversos e é diferente para cada um. Às vezes, situações que causam ansiedade ansiedade para uma pessoa não causam para outra. A ansiedade pode chegar a um nível incontrolável, gerando um estado de alerta eterno (considerando tanto perigos reais quanto imaginários), e muitas vezes aparece sob a forma de ataques de pânico, fobias e somatizações. Além disso, a ansiedade pode provocar depressão em pessoas com predisposição à doença.

Apesar da ansiedade ter todo esse lado negativo, ela também pode ser positiva. É a ela que nos estimula a fazer o que queremos. A ansiedade, em um nível saudável, aprimora a atenção, a concentração e a memória. Ela nos ajuda a focar em situações que estamos vivendo e nos ajuda a resolver problemas.

Logo, uma pequena dose de ansiedade é essencial para o dia-a-dia. O problema é quando ela foge do controle e começa a nos atrapalhar. É como diz o velho ditado: “A diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem”.