Celulares

Os celulares de hoje em dia são ótimos. Eles tem absolutamente TUDO o que precisamos. Além do básico (ligar e mandar mensagem), temos agenda, GPS, internet, aplicativos para absolutamente tudo (até para conhecer pessoas que estão por perto), redes sociais etc. É definitivamente um grande avanço e com certeza tem um lado positivo. Mas vocês já perceberam como as pessoas cada vez mais estão mais alienadas do mundo real? Cada vez mais vemos famílias e amigos em mesas de restaurante, bares e cafés, ao invés de interagir com os que estão presentes, usando o celular e perdendo momentos importantes de comunicação presencial.

Os aparelhos cortam a comunicação entre pessoas, no mundo físico. Isto é, crianças, principalmente, deixam de aprender a se comunicar direito com uma pessoa que está na frente dela. Aprender a se relacionar na vida real é importante, e crucial para um casamento funcionar, por exemplo. A média de divórcios não está somente aumentando por traição, menos tempo de qualidade para o casal (e problemas vindos de redes sociais!), mas também porque as pessoas não sabem mais interpretar sinais dos parceiros, ou deixam de prestar atenção nos pequenos detalhes como mudança de tom de voz ou mudança facial, pois o contato olho a olho diminuiu drasticamente desde o uso de smartphones. E não estou falando que sou contra encontrar alguém online, mas inevitavelmente será necessário habilidades sociais reais para fazer o relacionamento acontecer e se manter.

Não perceber pequenas nuances de tons de voz e mudança de face são apenas pequenos problemas de uma grande lista. Os celulares, conforme estudos (o link do artigo se encontra no final do post), afeta os níveis cognitivos de pessoas que foram testadas. Testaram pessoas com um celular na mesa, e outras com o celular guardado. As pessoas com o celular na mesa renderam em média 20% a menos que as sem contato visual com o celular. Por quê? Uma grande possibilidade é que já ficamos esperando alguma mensagem ou ligação, mesmo sem estarmos usando o telefone, logo, perdemos uma boa parte da atenção. Além disso, se você é usuário de smartphone, provavelmente percebeu que sua memória piorou. Isso tem explicação: para uma memória de curto prazo se tornar uma memória de longo prazo precisamos de tempo de descanso, só que o problema é que estamos sempre estimulados por celulares, logo, nosso cérebro não tem o tempo necessário para recordar tudo o que deveria recordar.

Como se fosse pouco o que eu mencionei acima, nosso aparelhinho corta todas as nossas barreiras trabalho-casa. Isto é, muitos acabam respondendo clientes ou chefes fora de expediente, virando um trabalho 24h, e obviamente isso também influencia na vida familiar e social.

Portanto, o celular é bom, mas use com moderação!

https://www.psychologytoday.com/blog/glue/201501/is-your-smartphone-making-you-dumb
making-you-dumb

Deverias e Tradições

Nossa sociedade está cheia de tradições e “modos de fazer” que são absurdos, inúteis ou simplesmente não trazem um bom resultado pessoal, mas mesmo assim as fazemos porque é o “certo” e porque se encaixar na sociedade obviamente traz benefícios e muito menos responsabilidade pelas suas próprias atitudes. Afinal, se você fizer tudo “certo” e acontecer algo de errado na sua vida, a culpa não é sua, correto? Fazendo o “certo” você evita olhares desconfiados, desaprovação… Mas a que custo? Às vezes da sua própria felicidade.

Não estou sugerindo nenhuma revolta anarquista ou deprezo da lei. As leis são necessárias para se manter a ordem. Também não estou aqui para listar as inutilidades ou absurdos do mundo. Cabe a você julgar o que é importante e certo para você.

Uma tradição ou uma regra social passa a ser doentia quando é contraproducente ou entendiante (inútil) à você. É um sinal que você quer deu a sua liberdade de escolha e está deixando-a nas mãos de uma força externa.

Etiquetas sociais, por exemplo, são um bom exemplo de aculturação inútil. Boa parte delas são sem significado.. Você pode decidir por si mesmo o quanto dará de gorjeta, como vai se vestir e que horas e onde comerá. É importante determinar por si mesmo quais regras são realmente úteis e quais podem ser quebradas sem trazer prejuízo para si e para os outros. Ser obrigado a obedecer à todas as regras sociais o tempo inteiro é uma vida de escravidão emocional. É recompensador viver a vida em seus próprios padrões.

A autorrealização não pode ser obtida se somos completamente controlado pelos outros. Não somos robôs apenas seguindo regras. Certas normas sociais devem ser questionadas. O que é certo para os outros pode não ser para você. Lembre-se que o certo depende das condições e pessoas envolvidas, nenhuma situação é completamente igual à outra. Não necessariamente o certo é o bom e o justo. A palavra “CERTO” somente subentende que se algo for feito de uma devida maneira, terá mais probabilidade de ter resultados positivos. Mas, como já mencionei antes, nenhuma situação é igual à outra, logo o certo para os outros pode muito bem não funcionar bem para você.

Portanto, não é imperativo que esses “deve” e “não deve” sejam seguidos. Além de impedir a sua autorrealização, faz com que você interprete um papel que lhe gera tensão, e, honestamente, ninguém consegue ser algo que não deseja por muito tempo, pois procuramos o nosso bem-estar, o que é apenas natural.

Como mencionei em outro texto, os inovadores da história foram justamente os que foram além das regras, que não se importaram com olhares desaprovadores. Se você segue tudo o que é “certo”, como descobrirá novas coisas? Fique com a tradição e permanecerá o mesmo ou torne-se juiz de seus próprios atos e o mundo será seu.