O Medo do Desconhecido

Recebemos estímulos da sociedade para sempre seguirmos o caminho ‘certo’ e não nos aventurarmos no desconhecido. Desde pequenos somos ensinados a não andarmos com pessoas diferentes, a não explorar. O desconhecido é visto como perigoso e só os imprudentes se arriscam, se dando mal no final. A sociedade nos ensina a estarmos preparados para tudo, mas como se preparar para o desconhecido? Impossível. Então permaneça no conhecido, por mais que seja desinteressante.

Abrir sua mente à novas experiências é lidar com incertezas, o que requer coragem. Algumas atividades e pessoas são evitadas apenas por serem desconhecidas. Já pensou o quanto pode aprender com novas experiências e pessoas diferentes de você? Não estou garantindo que tudo será bom e apaixonante, mas sempre haverá um aprendizado, e isso por si só já é positivo. O preconceito é menos ódio e mais a preferência de ficar com o conhecido, porque o desconhecido é imprevisível.

O desconhecido pode levar ao fracasso, e o medo do fracasso é forte em nossa cultura. Mas, a verdade é que o fracasso não existe, não é um termo concreto. O fracasso é a opinião de uma ou mais pessoas sobre como algo deveria ter sido praticado. Se você não acreditar que um ato deva ser julgado como os outros pensam, então o fracasso não existe.Claro, também há o seu próprio padrão para falha, mas lembre-se que não obter sucesso em uma determinada tarefa não significa fracassar como pessoa, e sim apenas não obter sucesso em uma determinada tarefa, neste exato momento.

A neurose que a sociedade impõe em nós de sempre fazermos o nosso melhor sempre nos impede de tentar novas atividades ou ter prazer nas antigas. O perfeccionismo gera paralisia. Perfeição faz com que evitemos atividades novas, porque para termos sucesso na maioria das coisas requer prática. Imagine pintar um quadro: Quais são as chances de seu primeiro quadro ser uma obra prima? Além disso, perfeição não é um atributo humano, porque sempre há possibilidade para melhorarmos em tudo o que fizermos. Faça as coisas não por ser ou para tentar ser o melhor, e sim porque gosta da atividade ou quer fazê-la/conhecê-la. O prazer em pintar um quandro ruim pode ser muito maior que o prazer de um artista em fazer uma obra de arte.

Não obter sucesso pode ser uma lição. Pode até mesmo ser encarado como um incentivo à exploração e ao trabalho. Kenneth Boulding traz sábias palavras em relação a isso: “A única coisa com a qual sempre aprendemos é o fracasso. O sucesso apenas confirma nossas supertições”. Todos os grandes inventores e exploradores foram pessoas que ousaram e não temeram o desconhecido. Muitos tentaram diversas vezes a mesma coisa até acertarem. Sem as pessoas que ousaram, não teríamos luz, telefone, e nosso planeta ainda seria imaginado como um plano, onde caso um barco ultrapassasse, cairia e sumiria para todo o sempre.
Lembre-se que o oposto de crescer é monotonia e morte. Ficar paralizado pode lhe dar uma certa falsa segurança, mas o tédio da rotina é psicologicamente doentio, fazendo você perder o interesse pela vida. Você pode experimentar coisas novas coisas novas todos os dias, fazendo cada dia um dia diferente, excitante e aprendendo com eles ou pode viver o mesmo dia milhares de vezes e se manter psicologicamente morto.

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