Rótulos

Rótulos fazem parte do nosso dia-a-dia. Rotulamos os outros e à nos mesmos constantemente. “Como ela é criativa”, “Não sou bom em matemática”, “Não tenho mais idade para isso”, “Como ela é extrovertida”, e a lista segue eternamente.

Existem rótulos positivos e negativos. Rótulos positivos fazem mais do que elogiar: eles colocam a gente para cima, nos motivando. Se dizem que você é bom no bilhar, por exemplo, você vai se sentir mais confiante para jogar e também jogará melhor, consequentemente melhorando cada vez mais. Não falarei aqui sobre rótulos positivos pois todos gostamos de saber que somos bonitos, inteligentes ou bons em alguma coisa. O que vim falar nesse texto são sobre os rótulos ruins, que nos imobilizam.

Segundo Søren Kierkegaard: “Uma vez que você me rotula, está me negando”, isto é, quando precisamos corresponder ao rótulo, perdemos a autenticidade. Os rótulos já começam a aparecer quando somos crianças. Eles vêm de todos os lados: professores, amigos, família… Eles não são criados por maldade (pelo menos na maioria das vezes). É da natureza humana encaixar as pessoas em categorias distintas, por questões de facilidade. Mas você já parou para imaginar o quanto um ‘você não é bom em artes’ pode cortar a sua criatividade, por exemplo? Alguém diz que você não desenha bem, você se sente desestimulado e acaba desistindo de desenhar porque ‘não é bom’ e, provavelmente, deixou de ganhar um talento por isso. Habilidades não surgem do nada. Sim, alguns têm mais facilidade do que outros, mas, se esforçando, todos podem desenhar, pintar, ou fazer quase tudo.

Outro tipo de rótulo negativo é o imposto por nós mesmo por serem convenientes. “Sou tímida”, “Sou ruim em matemática”, “Sou desorganizado”, “Já estou velho para voltar a estudar”. Veja como eles impedem você de crescer, dão desculpas para atitudes inadequadas ou trabalhos mal-feitos. Prático, não?

“Não consigo parar de fumar, é assim que eu sou”, diz um fumante. Parar de fumar não é impossível, e o fumante, já dizendo que não consegue e é assim que ele é, já está se auto-sabotando, dizendo a si mesmo que mesmo se tentar, não conseguirá, então para que se dar ao trabalho?

Quando deixamos os outros nos categorizar, estamos dando o controle de aspectos de nossa vida a essas pessoas, e quando nós mesmos nos rotulamos negativamente, estamos cortando nossa própria capacidade de crescer.

O problema não estão nos rótulos em si. Se um rótulo lhe deixa satisfeito, deixe que este continue. Porém, se há alguns lhe incomodando e atrapalhando seu caminho, está na hora de examiná-los e modifica-los. Você sempre pode crescer, é só querer.

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